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Liver calcifications: frequency and significance

Calcificações hepáticas: freqüência e significado

 


Autho(rs): Alexandre Sérgio de Araújo Bezerra, Giuseppe D'Ippolito, Pierpaolo Martelli, Gustavo Alfredo Duarte Henrique Pinto, Mário Melo Galvão Filho, Jacob Szejnfeld

 

Descriptors: Liver, Calcification, Neoplasm, Computed tomography

 

Descritores: Fígado, Calcificação, Neoplasia, Tomografia computadorizada


Abstract:
PURPOSE: To determine the frequency and etiology of intrahepatic calcifications diagnosed on abdominal computed tomography (CT) studies. MATERIALS AND METHODS: A retrospective study of 1,362 consecutive CT scans of the abdomen was carried out to determine the presence of intrahepatic calcifications. The clinical and laboratorial data of all patients with liver calcifications were reviewed in order to establish the etiology of the lesions. RESULTS: Intrahepatic calcifications were found in 3.6% (49/1,362) of the patients, and were predominantly seen in women (57.2%) than in men (42.8%). The population age ranged from 18 to 92 years (mean 59.4 years; median 63.5 years). Calcifications were considered residual and without clinical repercussion in most cases (39/49; 79.5%) whereas in 14.4% (7/49) of the patients calcifications were associated with metastatic disease and in 6.1% (3/49) with cystic lesions. The primary tumors in the seven patients with calcified liver metastases were colon carcinoma (five patients), sarcoma (one patient) and malignant ovarian teratoma (one patient). Two of these patients presented calcifications only after chemotherapy. CONCLUSION: Intrahepatic calcifications are infrequent findings on routine abdominal CT scans (< 5%) and are mostly related to previous inflammatory and/or infectious diseases.

Resumo:
OBJETIVO: Avaliar a freqüência e a origem de calcificações hepáticas identificadas na tomografia computadorizada (TC). MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 1.362 exames consecutivos de TC do abdome, para determinar a freqüência de calcificações hepáticas. Foram revistos os prontuários clínicos, no sentido de estabelecer a origem das calcificações. RESULTADOS: Observaram-se calcificações intra-hepáticas em 3,6% (49/1.362) dos exames. Houve predominância no sexo feminino (57,2%) sobre o masculino (42,8%), e a idade dos pacientes variou de 18 a 92 anos (média: 59,4; mediana: 63,5). A maioria das calcificações (39/49; 79,5%) foi de origem residual e sem repercussão clínica, 14,4% (7/49) estavam associadas a metástases hepáticas e 6,1% (3/49) estavam associadas a lesões císticas. Foram observadas sete lesões metastáticas calcificadas, sendo cinco por neoplasia de cólon, uma por sarcoma e uma por teratoma maligno de ovário. Dessas metástases, duas apresentaram calcificações após tratamento quimioterápico. CONCLUSÃO: As calcificações hepáticas são de baixa prevalência em exames tomográficos (< 5%) e são mais freqüentemente de origem residual por processos infecciosos e inflamatórios pregressos.

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